18 kg destinados à produção nacional do primeiro insumo farmacêutico ativo (IFA) de psilocibina desenvolvido em território brasileiro
A Biocase alcançou um marco inédito para a biotecnologia e para a pesquisa em saúde mental no Brasil: a primeira autorização privada concedida pela ANVISA para a importação de 18 kg de Psilocybe, espécie de fungo base para o desenvolvimento de lotes-piloto de psilocibina, o princípio ativo de medicamentos inovadores voltados ao tratamento da depressão resistente e outros transtornos psiquiátricos.
Esse avanço posiciona a Biocase como pioneira na cadeia farmacêutica psicodélica brasileira, conectando pesquisa científica, tecnologia de produção e conformidade regulatória — elementos essenciais para o futuro da medicina de precisão aplicada à saúde mental.
Da pesquisa ao desenvolvimento farmacêutico
Os lotes-piloto de psilocibina estão sendo produzidos em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
Reconhecida pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde, a UFCG possui infraestrutura de alta complexidade para pesquisa e certificação REBLAS e operando sob boas práticas laboratoriais (GLP).
Essa etapa garante pureza, rastreabilidade e padronização do insumo farmacêutico ativo, elementos fundamentais para o avanço das etapas clínicas e regulatórias.
Encapsulamento industrial e qualidade farmacêutica
Após a produção do IFA no ambiente acadêmico, o material será encapsulado pela Santisa Laboratório Farmacêutico S/A, empresa com mais de 50 anos de atuação no mercado farmacêutico brasileiro e certificada pela ANVISA em Boas Práticas de Fabricação (BPF).
A Santisa, localizada em Bauru (SP), é referência nacional na produção de medicamentos hospitalares e no suporte a projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos.
Com essa parceria, a Biocase assegura que todas as etapas — da extração à encapsulação — ocorram dentro de um ecossistema regulado e auditável, capaz de sustentar futuras submissões de dossiês clínicos e registros sanitários.
Liderança científica e potencial de mercado
O desenvolvimento do primeiro IFA nacional de psilocibina coloca a Biocase em uma posição estratégica dentro de um mercado global em rápida expansão.
Estudos recentes apontam que o setor de terapias psicodélicas deve superar US$ 10 bilhões até 2030, com ênfase em moléculas como psilocibina, MDMA e ketamina.
Enquanto grandes grupos internacionais — como Lundbeck Foundation e AbbVie — investem pesadamente em soluções baseadas nesses compostos, a Biocase lidera o movimento latino-americano de inovação farmacêutica em psicodélicos, com um pipeline construído sob rigor científico, responsabilidade ética e base regulatória sólida.
Compromisso com a ciência e a inovação brasileira
Mais do que uma conquista institucional, a importação e produção dos 18 kg de Psilocybe representam um marco na soberania científica do país.
O projeto reflete a visão da Biocase Group de transformar conhecimento em valor social e econômico, desenvolvendo biotecnologia nacional de ponta e contribuindo para uma nova geração de terapias baseadas em evidências.